26 Julho, 2005


- Porque que tu tá assim?
- Assim como?
- Assim, quieto...distante...no que tu tava pensando?
- Nada de mais...só pensando...
- Aham...sei...que saco isso...dá vontade de te sacudir, sabia?!
- Mas o que tu quer que eu faça?! Quer falar sobre o quê então?
- Aaah...assim tem muita graça mesmo...como tudo é simples pra ti, né?
- Ué...mas complicar pra quê? E o quê?
- Bah...impossível conversar assim...impossível...
- Mas o que é que tá te incomodando? Desembucha, não fica brigando por nada...
- Mas não to brigando por nada...tô brigando por isso...essa inércia...essa coisa morna que virou “nós dois”...a gente não é mais como antes. Antes a gente contava os minutos pra se ver, dava friozinho na barriga, tu me fazia surpresas, me mandava mensagens sem motivo nenhum, só pra dizer que me amava...hoje tá tudo diferente. A gente não é mais como antes, aquele “casal sensacional”...
- Tu acha??
- AAAAAAIII MEU DEUS!! E tu não acha então? Tá tudo perfeito, maravilhoso?!?! Viu só? Depois não tenho motivos pra estar 'puta'...
- CALMA...acho que isso é natural...acontece quando se namora há tempos...
- Eu sei, amor...mas tu tem que entender que o nosso relacionamento é como uma samambaia...precisa ser regado sempre, pra não morrer...
- “Samambaia”?!?! Tu tá comparando o nosso amor a uma “samambaia”?!?!
- Ai Cristo...é um modo de falar...poderia ser uma violeta, um cactus...
- Mas cactus não precisa regar, precisa?? Eu ouvi falar que não precisava...
- Porra!! Te liga!!! Isso me irrita também...tu não tem o “alcance” das coisas!!!
- Que “alcance”??
- Sei lá...se dar conta, se antenar...eu falo alguma coisa fora do contexto, e tu se perde...
- Hummm...sei...ta, e o que tu quer que eu faça???
- Ai, quer saber...faz o que tu quiser. Já nem me importa mais...
- Tu que sabe...
- Ggggrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...!!!!!

22 Julho, 2005

Luz dos Olhos


Ponho os meus olhos em você, se você está
Dona dos meus olhos é você, avião no ar
Um dia pr'esses olhos sem te ver, é como o chão do mar
Liga o rádio a pilha e a TV, só pra você escutar...
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora
Os meus olhos vibram ao te ver, são dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder melhor te enxergar
Luz dos olhos, para anoitecer, é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever a tua boca em mim...
Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo
Eu te peço, vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também
Faço as pazes lembrando
Passo as tardes tentando lhe telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora
E eu vou guiando
Eu te espero, vem
Siga onde vão meus pés, porque eu te sigo também
Eu te amo
Eu peço, vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também.
Cássia Eller

21 Julho, 2005

Iupiii! U-huuu! Êêê! Obaaa! Uêpaaa!
UFA!!!

20 Julho, 2005

No lado esquerdo do peito


Não importa que tipo de amigo você tem...O que importa é a intensidade, é aquela sintonia que te ensina a ler pensamentos, é o falar junto a mesma coisa sem querer, é o silêncio confortável, é ter uma linguagem que só vocês entendem, é saber dizer não, é dizer que tá errado ou que tá certo, é puxar a orelha e deixar que puxem a tua, é não julgar, é emprestar o ombro às 4 da manhã, é deixar viver o que tiver pra viver, seja bom ou ruim.
Amigo é aquele irmão que veio em outra família por engano, que não importa a distância, o tempo, nada. Pode passar um mês, um ano, dez anos, mas quando se reencontram, a intimidade é a mesma. É um vínculo tão intenso que só quem tem um amigo de verdade consegue sentir. É difícil de explicar com palavras, pois elas não existem. Elas se tornam fracas e idiotas perto de tamanho sentimento.
E no momento que você tenta traduzir em palavras algum sentimento, e isto se torna difícil, deve ser porque ele é real.
Se você se identificou com este texto, sinta-se a pessoa mais sortuda do mundo. Hoje e pra sempre.

19 Julho, 2005


Deuses e personagens da mitologia indiana sempre me fascinaram. Mas um em especial sempre me faz parar em alguma vitrine de artigos indianos, em alguma página de livro, ou me faz comprar camisetas com sua imagem estampada no peito: o Ganesh. É aquele deus indu, que tem corpo humano e cabeça de elefante.
A história dele é muito bonita, e traduz exatamente o que Ganesh passa: força, doçura e perdão.
De acordo com a história sagrada da Índia, Kali, a deusa da criação, deu a luz a três filhos: Bhrama, Shiva e Vishinu. Conforme Shiva foi crescendo, foi tomando conhecimento da vida e das atitudes dos homens. Esse contato foi despertando sua energia de luta, mais agressiva, além de torná-lo infeliz. Kali, sua mãe, ao observar o comportamento de Shiva, percebeu que era muito importante que ele desenvolvesse também sua energia feminina e escolheu a deusa Parvati para fazer companhia ao filho e despertar-lhe a delicadeza.
Shiva, porém não quis saber de Parvati. Ela dançou para ele, tentou seduzi-lo de todas as maneiras, mas seus esforços foram em vão. Parvati então, muito triste, recolheu-se em meditação profunda no alto de uma montanha, e lá permaneceu por muitos anos. Shiva continuou vivendo suas experiências e praticando meditação.
Certa vez, ao passar próximo àquela montanha, sentiu no ar uma energia imensa, que não sabia de onde vinha. Foi seguindo sua intuição até atingir aquela fonte tão poderosa. Admirou-se em ver Parvati e apaixonou-se perdidamente por ela. Viveram juntos, amando-se, por um tempo. Ela despertara a energia feminina dele, ensinara-o a dançar e a tocar música. Porém, Shiva achou que ainda teria que completar suas experiências, sozinho, e abandonou Parvati.
Depois de sete anos, Shiva voltou e encontrou um menino que corria perto de Parvati e a chamava de mãe. Enciumado e enfurecido, pegou um facão e, em um golpe, cortou fora a cabeça do garoto. Parvati, desesperada, gritou para Shiva que aquele era seu filho, que tinha sete anos, pois quando ele a deixara, ela estava grávida. Enlouquecido pelo que acabara de fazer, disse que tomaria a cabeça do primeiro ser que aparecesse para dá-la ao filho. O primeiro animal que por ali passou, foi um filhote de elefante. Shiva cortou-lhe a cabeça e costurou-a ao pescoço do filho, ressuscitando o menino.
O filho, nesse momento, começou a dançar e a cantar, indicando que perdoara o pai. Desde então, Ganesh, como era chamado o filho, que ficara com corpo humano e cabeça de elefante, tornara-se o amado deus da música, das festas, da dança e das causas impossíveis.
The end.

...

"...ninguém pensaria
que ela quer namorar..."

18 Julho, 2005

Momento TPM


Os olhos ardem e estão vermelhos. No rádio, uma canção brega diz pra ela não deixar de acreditar, e que “o que será, será”. Bem clichê, mas ela está sem critérios no momento. Faz parte do "auto-boicote" escutar músicas bregas. Qualquer coisa que lhe diga ou mostre que ela não está sozinha, é válido...ela só precisa saber que não é a única. Ela só precisa saber que um dia também será o ‘seu dia’. Ela não está pedindo muito, nem rezando a todos os santos por algum milagre...ela só quer se sentir especial. Não que ela não seja especial, que não seja uma boa amiga, uma boa filha, uma boa futura mãe, uma boa futura esposa...mas neste momento, nada a convence, ela não consegue enxergar. Nem a música brega que insiste em dizer que “tudo passa, tudo passará”. Ela quer que alguém lhe dê tabefes na cara, gritando o quanto ela é especial. Ela quer viver esta dor. Ela acha que isso irá torná-la alguém melhor, mais interessante. Ela acha que isso irá torná-la mais sábia. Talvez sim. Talvez só traga mais linhas de expressão em seu rosto rosado e fresco.
Ela insiste. Tenta lembrar de fatos, criar fantasmas, imaginar situações em que sempre é a vítima. E ai de quem ousar lhe puxar para a realidade. Ela vira fera. Porque ela precisa viver esta dor. Ela acha que com isso irá chamar a atenção. Chamar a atenção de quem nem desviou a atenção dela. Na sua fantasia, ela tem certeza de que foi negligenciada. Ela quer acreditar nisso. Porque assim pode espernear, gritar, chorar, culpar, viver esta dor. Mas deixa estar. Vai que ela é mais feliz assim. Deixa que isso passa. Como diz a música brega: “...o que será será, quem viver, verá...” E ela precisa viver esta dor.

17 Julho, 2005

Pra quem anda bem cansado...


"Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar..."

15 Julho, 2005

No tempo em que a nossa amizade era colorida

Houve a época em que o problema era que ela tinha todas as “Barbies” possíveis e imagináveis, e se “exibia” por isso. Na real, o problema era ela ser “uma exibida”. Por isso ela era deixada de lado pela turma.
Passado algum tempo, o problema era que ela não emprestava aquela roupa de marca, que eu amava e que ela nem usava tanto...tava lá, jogada no fundo do armário, e não tinha jeito dela emprestar. Isto era um problema. Ela perdera muitos pontos por isso nesta época.
Depois, o problema era que eu gostava do Fulano e ela também. E o Fulano só olhava pra ela, e não pra mim. E o Fulano só tirava ela pra dançar as baladas do long play da novela “Top Model Internacional”, e eu ficava lá, sentada no banco, olhando e imaginando ouvir a respiração dele no meu ouvido. E não no dela. Às vezes dava até vontade de ser ela.
Também houve o tempo em que ela arranjou umas amigas “diferentes”. Ninguém queria abrir a turma pra gente “estranha”. Éramos nós e mais ninguém. Ninguém entra, ninguém sai. E ela ficou meio de lado por causa disso.
Mas, apesar de todos estes problemas, a amizade era a coisa mais forte e poderosa que tínhamos. Era a nossa força, o nosso refúgio, o nosso orgulho.
É...bons tempos...seria bárbaro se os problemas fossem estes pra sempre. E a amizade também.
Um belo dia a gente cresceu. E cada uma construiu uma vida cheia de escolhas boas e ruins, que geraram vários problemas de “gente grande”. Porque escolhas boas também geram problemas. E essas escolhas e problemas foram moldando as respectivas personalidades. Mas o papel de amiga-irmã-salvadora-enfermeira-palhaça-ombro-mãe ainda estava presente em alguns corações.
E quero muito acreditar que seja assim até hoje, que não queiramos descer do mundo só porque ele gira rápido demais. Quero muito viver na fantasia de que iremos nos cuidar pra sempre, porque não nos resta muita coisa, a não ser nossa amizade. Porque ela é gigantesca. Esta frase parece forte, mas deixa o radicalismo de lado e pára pra pensar: existe muita coisa além de todas as histórias que passamos juntas? Existem muitos capítulos da tua vida em que tu não lembre da presença de alguma de nós? Pra quem tu pensa em ligar, nem que seja em segundo lugar, nas horas de aperto e solidão? Quando tu lembra das horas que tu realmente precisou de um ombro, que estava ali?
Não quero viver de passado pra justificar o presente. Isto é só um grito de alerta. E espero que sirva pra muita gente, pra muitos amigos. E para as minhas também.
“...Senão não te empresto minha Barrrrrrrrrbie de Gala...”

Aproveita o final de semana...

Aproveita o final se semana do jeito que tu achar melhor...não te comporta, a não ser que isso signifique magoar alguém, ou até a ti mesmo. Relaxa e pega um sol na cara, pra tirar esse ar de doente. Toma um café na padaria com alguém que seja legal de conversar. Compra o jornal de domingo, sempre tem matérias legais, diferentes das do dia-a-dia. Mexe nas plantas, é bom colocar a mão na terra pra liberar energias negativas e não ficar "dando choque" por aí. Vai no cinema sozinho, se não tiver com quem ir. Ás vezes tu descobre que a tua própria companhia pode ser mais agradável do que a daquele "amigo" que vive te sugando. Come sem pensar que vai engordar, mas olha e sente o que tu tá comendo, não engole o negrinho inteiro como se ele fosse criar perninhas e fugir. Toma um chimarrão vendo o pôr-do-sol. Escuta um CD que tu não houve há anos (porque te trazia lembranças ruins), só pra testar tua tolerância. Vai que tu já superou essa fase e nem sabe. Usa camisinha, te preserva. Bebe todas, mas porque tu quer, e não porque tu "tem que". Dança como se tu estivesse sozinho na pista. Viaja, mesmo sem sair do lugar. Te permite. Vive. Mas não esquece que...
" ...todas as noites são iguais
de longe os disfarces parecem reais
a noite esclarece o que o dia escondeu..."

12 Julho, 2005

Viajando...


Viajar sempre renova. Seja pra longe, pra perto, pra dentro. É sempre bom sair um pouco da vidinha conhecida, da rotina maçante, do mesmo caminho que se faz pra ir pro centro da cidade, daquele restaurante a quilo que se almoça todo santo dia, enfim, da tua realidade. E então dar de cara com estilos diferentes, com sotaques engraçados, com olhares e pensamentos contrastantes, com lugares incríveis. É muito bom. Enriquece e faz lembrar que existe um mundo lá fora – que até pode ser mais legal que o teu mundinho. Mas, em contra-partida, a gente também vê coisas que nos faz dar mais valor ao nosso estilo de vida e á nossa própria rotina. É uma faca de dois “legumes”.
Isso acontece muito com quem vai morar fora do país. Conheço alguns casos. No início, dão graças a Deus de estarem saindo daqui, dessa violência, dessa corrupção, dessa desorganização...depois de um tempo fora, choramingam pelos cantos com saudade do “jeitinho brasileiro”, da nossa simpatia e jogo de cintura, do futebol, do calor, da mulherada bronzeada, da homarada cheia de lábia...e pensam: “yes, nós temos banana”!!!
Mas por que é tão difícil se contentar? Eu, por exemplo, moro longe de todos que amo. Já sofri bastante, mas hoje tento viver um dia de cada vez, e assim me dou conta de como esta experiência é valiosa, mesmo que, às vezes, dolorida. E aproveitando cada momento, não tenho medo de um dia virar pra trás e pensar: “Puxa, eu era feliz e nem desconfiava”.
O ideal seria conseguir aproveitar o que a vida nos apresenta e no momento que se têm pra aproveitar. Sem boicotes. Sem morar lá e querer estar aqui. Sem morar aqui e querer estar lá. Sem pensar que “SE fosse assim, SE fosse assado...”. O “SE” limita a nossa vida. Amarra, amedronta, faz andar pra trás.
Não que eu ache que a gente deva dirigir na contramão de uma avenida movimentada, num Fiat 147, sem freio, sem lenço, sem documento. Tudo deve ser ponderado, mas daí a deixar o medo ou a culpa paralisar, vai um longo caminho. O medo pode ser positivo, pois ele nos torna prudentes, mas não pode ser maior do que o desejo de fazer seja-lá-o-que-for.
A culpa? Ah, essa sim não serve pra nada. Culpa é sinal de que se fez algo sem pensar nas conseqüências, sem levar (quase) nada em conta. Mas não vou me estender demais nesse assunto de culpa. Por sinal não vou me estender mais nem neste texto.
E o que é que tem à ver medo e culpa com viagem?!? Bah, viajei! Vou descer nesta parada...hasta la vista!

Pensar é explodir

Não, isto não será uma sátira do livro da Lya Luft. A verdade é que penso demais no que vou escrever aqui.
Mas o problema é que não penso em coisas que tenham uma ligação entre si. Penso em tudoaomesmotempoagoranessemomentojá!!
Que coisa. Lendo alguns blogs, fico 'de cara' com a criatividade de alguns, que em cima de uma simples propaganda de ração pra cachorro, já constroem uma tese. Acho genial. Coisas simples transformadas em filosofias.
Então, sempre acho que não vou ser capaz de escrever algo, digamos, interessante. Então me cobro demais, na tentativa de agradar a sei-lá-quem. Daí começam a surgir, num tsunami mental, milhares de fatos, imagens e situações, me deixando enlouquecida pra colocar tudo 'no papel' o mais depressa possível. Seria isso uma síndrome de blogueira iniciante? Será que é igual a quando a gente começa a dirigir, e quer andar a 180 km/h numa rua sem saída? É, deve ser mais ou menos isso, não vou ficar aqui, arrancando meus lindos cabelinhos...Na real, pensei em escrever coisas totalmente diferentes hoje...histórias indianas, parábolas de Ganesh, Yoga, Hari om, técnicas de respiração...mas até esta mudança esquizofrênica de assunto deve ser mais uma dessas síndromes modernas. Daqui a pouco já devem estar lançando algum medicamento no mercado que trate isso. Vou aguardar. Ansiosamente.

07 Julho, 2005

Toca, por favor...

Um dos piores momentos na vida de uma mulher...

06 Julho, 2005

Assim como os vinhos


Isto não é um texto. Isto é apenas um teste. Porque tudo precisa ser experimentado e analisado, assim como fazem com os vinhos. Verifica-se a textura, o aroma, a cor, o sabor...para então classificá-los. E é isto que estou fazendo aqui, agora. Experimentando palavras, degustando idéias, analisando frases. Esperando ansiosamente que exista harmonia entre as nuances da minha 'suposta' criatividade. Se irá me agradar, ainda não sei. Mas é preciso experimentar.
Bebe uma taça comigo?