30 Novembro, 2005

The United States of Leland


- Não gostei de ser o tipo de pessoa que faz aquilo.
- Que tipo de pessoa? Como todo mundo?
- Não gostei do que senti.
- Mas gostou de estar apaixonado por ela, não é? Faz parte. O amor só é maravilhoso porque sabemos como é ruim quando nos machucam...e ficamos sozinhos.
- ...eu menti sobre uma coisa.
- O quê?
- Sobre não sentir quase nada. Geralmente, não me importo com isso...
- E o que acontece quando se importa?
- Eu fico cego. Não vejo mais nada. Em algum grupo de garotos jogando beisebol, só vejo aquele que não deixam jogar, porque conta piadas sem graça. Ninguém o acha engraçado. Ou quando vejo duas pessoas apaixonadas se beijando, vejo que vão se tornar um daqueles casais tristes, uma pessoa traindo a outra e não podendo mais se olhar na cara. Eu sinto toda a tristeza deste casal. Sinto mais que o casal e o garoto jamais sentirão.
- Está se sentindo assim agora?
- Geralmente, não me deixo atingir...mas só de falar sobre isso, fico triste. E não adianta nada. Nada pode desfazer o que já está feito. Mas talvez agora faça sentido. Talvez haja um motivo em algum lugar. Talvez haja um porquê. Talvez possamos dar um bom desfecho à história e enterrá-la no quintal. Mas nada...nem a raiva, as preces ou as lágrimas...nada pode desfazer o que já está feito. O pior é saber que há bondade nas pessoas. Geralmente, fica escondida. Talvez não tenhamos um deus porque temos medo do sofrimento. Ou talvez das coisas boas. Se Deus não existe, significa que ele está dentro de nós, e poderíamos ser bons o tempo todo, se quiséssemos. Quando fazemos coisas ruins, talvez seja porque queremos ou temos que fazê-las. Ou talvez precisemos das coisas ruins para nos lembrar das boas.
- Está tudo bem. Tudo vai ficar bem. Eu prometo.


Trecho de um diálogo do filme "O mundo de Leland", o qual recomendo para os que apreciam filmes sensíveis e profundos.

27 Novembro, 2005

O que eu também não entendo


Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisa fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir
Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeita, mas, com você, eu posso ser
Até eu mesmo, que você vai entender
Posso brincar de descobrir desenhos em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo, mas com você eu tô tranqüila
Agora o que vamos fazer eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também...
Jota quest

11 Novembro, 2005


"TEM QUE VALER, VALER-VIVER, TEM QUE VIVER PRA VALER...
A VIDA...MUITO LOUCA..."
Um "louco-valer-viver" final de semana pra você!!!

09 Novembro, 2005


Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala. Você pode não entrar e ficar observando a vida. Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se! Mas, também, tem um preço...são inúmeras outras portas que você descobre. Às vezes curte-se mil e uma. O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno. A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas. E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas. Mas a vida também pode ser dura e severa. Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida...para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

Içami Tiba

08 Novembro, 2005


Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras, sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena, já ter te esquecido...