Oi, lembra de mim???

Sábado á noite. Cidade repleta de gente bonita. Luzes, sons, movimento. Brisa fresca depois da chuva, céu estrelado, luar brilhante...e eu aqui, no computador, depois de ter trabalhado a semana inteira de pé, facilitando a vida dos outros.
Parece que estou reclamando não é? E então tu pensa – ou não – “então, o que ela está fazendo em casa que não foi tomar um chope ou enlouquecer numa pista?”, e eu te respondo: “Escolhas”.
A gente escolhe o tempo inteiro. Todo o dia, toda hora, todo minuto. Da escolha mais complexa até a mais inconsciente. A gente escolhe ficar indignada ou deixar passar. A gente escolhe se sentir uma palhaça ou não. A gente escolhe sentir ciúme, medo, culpa, insegurança, raiva, impaciência, ódio, amor...somos nós – e somente nós – os responsáveis pelo que estamos vivendo e sentindo aqui, agora. Até se o teu time perde, tu és o responsável pela tua indignação...pois ninguém mandou tu torcer pra esse time, ou pra algum outro (ainda mais se esse time for o Inter, hahaha). Tu que escolheu, agora agüenta e pára de xingar a mãe do goleiro (ou seria a mãe do juíz???).
Mas nem sei porquê entrei neste assunto, acho que foi mais pelo fato do meu pai ter dito que está com saudade dos meus textos...achei bonitinho e resolvi escrever, depois de quase dois meses.
Muita água rolou neste tempo, e eu meio que “me larguei nas cordas”, como dizem por aí.
E acho que também entrei neste assunto porque nesses últimos meses, fiz escolhas muito significativas na minha vida e, relendo um e-mail que escrevi para um amigo, percebi que fui muito fiel a elas. Fui muito fiel a mim. E isso é de uma maturidade emocional surpreendente (agora me achei, hehe). Mas sério. Fiquei muito satisfeita comigo mesma.
Às vezes fico pensando naquele filme “Efeito Borboleta”, sabe?
Bah, é uma viagem ficar pensando em como seria a tua vida hoje, se naquela hora tu tivesse ido pra esquerda e não pra direita, ou se tu tivesse ido embora mais cedo e não mais tarde daquela festa, onde tudo começou...será que tu estaria mais feliz, ou mais completa, ou ia continuar sofrendo, ou ia perder um tempo danado, ou...não faria diferença nenhuma???
É bem louco pensar nisso, e me causa um pouco de ansiedade. Mas é bom pensar pra tentar se convencer de que estamos EXATAMENTE onde deveríamos estar, fazendo o que deveríamos fazer e vivendo o que deveríamos viver...pois é...
Bom, acabou a inspiração, tô com calor, já tá tarde e ainda tenho um filme pra ver.
Pai, espero que tenhas gostado do texto.
Tchau pra vocês.
P.S: Meus pais estão fazendo 35 anos de casados na segunda que vêm. Bodas de Coral. Trinta e cinco anos do lado da mesma pessoa...nosssssssa, tanto tempo né?!
Realmente fizeram uma boa escolha.
Parece que estou reclamando não é? E então tu pensa – ou não – “então, o que ela está fazendo em casa que não foi tomar um chope ou enlouquecer numa pista?”, e eu te respondo: “Escolhas”.
A gente escolhe o tempo inteiro. Todo o dia, toda hora, todo minuto. Da escolha mais complexa até a mais inconsciente. A gente escolhe ficar indignada ou deixar passar. A gente escolhe se sentir uma palhaça ou não. A gente escolhe sentir ciúme, medo, culpa, insegurança, raiva, impaciência, ódio, amor...somos nós – e somente nós – os responsáveis pelo que estamos vivendo e sentindo aqui, agora. Até se o teu time perde, tu és o responsável pela tua indignação...pois ninguém mandou tu torcer pra esse time, ou pra algum outro (ainda mais se esse time for o Inter, hahaha). Tu que escolheu, agora agüenta e pára de xingar a mãe do goleiro (ou seria a mãe do juíz???).
Mas nem sei porquê entrei neste assunto, acho que foi mais pelo fato do meu pai ter dito que está com saudade dos meus textos...achei bonitinho e resolvi escrever, depois de quase dois meses.
Muita água rolou neste tempo, e eu meio que “me larguei nas cordas”, como dizem por aí.
E acho que também entrei neste assunto porque nesses últimos meses, fiz escolhas muito significativas na minha vida e, relendo um e-mail que escrevi para um amigo, percebi que fui muito fiel a elas. Fui muito fiel a mim. E isso é de uma maturidade emocional surpreendente (agora me achei, hehe). Mas sério. Fiquei muito satisfeita comigo mesma.
Às vezes fico pensando naquele filme “Efeito Borboleta”, sabe?
Bah, é uma viagem ficar pensando em como seria a tua vida hoje, se naquela hora tu tivesse ido pra esquerda e não pra direita, ou se tu tivesse ido embora mais cedo e não mais tarde daquela festa, onde tudo começou...será que tu estaria mais feliz, ou mais completa, ou ia continuar sofrendo, ou ia perder um tempo danado, ou...não faria diferença nenhuma???
É bem louco pensar nisso, e me causa um pouco de ansiedade. Mas é bom pensar pra tentar se convencer de que estamos EXATAMENTE onde deveríamos estar, fazendo o que deveríamos fazer e vivendo o que deveríamos viver...pois é...
Bom, acabou a inspiração, tô com calor, já tá tarde e ainda tenho um filme pra ver.
Pai, espero que tenhas gostado do texto.
Tchau pra vocês.
P.S: Meus pais estão fazendo 35 anos de casados na segunda que vêm. Bodas de Coral. Trinta e cinco anos do lado da mesma pessoa...nosssssssa, tanto tempo né?!
Realmente fizeram uma boa escolha.
