29 Março, 2006

Freud explica...


Quem me conhece bem, sabe: sou meio viciada em terapia. É, terapia, aquela história de sentar na frente de alguém e derramar todos os teus problemas durante 50 minutos, enquanto esse alguém – o terapeuta – te ouve atenciosamente (tentando não fazer cara de espanto!), e depois te dá um feed back – muitas vezes doloroso – de toda a tua diarréia verbal.

Eu amo tanto fazer terapia, que um dia achei que queria ser psicóloga. Até ingressei na faculdade, cursei três anos...foi maravilhoso, mas descobri – na terapia – que foi pura busca pelo auto-conhecimento, então desisti e continuei no divã (bem mais confortável).

Há quem não “acredite” em terapia. É verdade! Por “increça que parível”, tem muita gente achando que terapia é algo em que se precisa acreditar, como uma religião, ou como se o psicólogo fosse um “pai-de-santo” ou “curandeiro” capaz de fazer milagres, e que tirasse todas as suas teorias daqueles livrinhos de auto-ajuda em miniatura, do tipo “Minutos de Sabedoria”, que se tem na cabeceira da cama...eitaaa!!!

Sem mais tralálá, aí vai uma definição geral e em poucas palavras, do que, na minha experiência, eu acredito que a terapia é capaz de fazer:
Dá a chance de conhecer a liberdade. Liberdade num sentido bem profundo. Liberdade pelo lado de dentro. A chance de se libertar das amarras que te tornam incapaz de viver a vida plenamente. E entenda-se por “pleno” tudo que a vida oferece em se tratando de emoções, inclusive a dor e o sofrimento. Sim, porque podemos ter uma visão menos sofrida da dor, menos dolorida do sofrimento...a terapia desata todos estes nós, por mais cegos que eles estejam. Ela dissolve, ela pulveriza. Ela? Ela quem? Na verdade, não é ela...é você! Você se torna capaz de tudo isso, quando realmente quer mudar e procura a terapia.
“Ela” é só o túnel. E VOCÊ se torna a luz que brilha no final.


Então, para homenagear a minha psicóloga querida e todas as outras que existem e que honram a profissão, aí vai um versinho muito lindo que conheci na época da “facul”...




O JEITO PSICÓLOGO DE SER
Psicólogo não adoece, somatiza;
Psicólogo não transa, libera a libido;
Psicólogo não estuda, sublima;
Psicólogo não dá vexame, surta;
Psicólogo não fofoca, transfere;
Psicólogo não tem idéias, tem insights;
Psicólogo não resolve problemas, fecha gestalts;
Psicólogo não se engana, tem ato falho;
Psicólogo não muda de interesse, altera figura e fundo;
Psicólogo não fala, verbaliza;
Psicólogo não conversa, pontua;
Psicólogo não responde, devolve a pergunta;
Psicólogo não desabafa, tem catarse;
Psicólogo não responde, reprime;
Psicólogo não é indiscreto, é espontâneo;
Psicólogo não é gente, é ESTADO DE ESPÍRITO.

27 Março, 2006

Zero Hora, Domingo, 26 de março de 2006...

Horóscopo:

Por Amanda Costa

Leão: "É isso mesmo, de verdade? Não existe meia-verdade, meia convicção, não há como enganar a si próprio...A não ser que você queira. Sim, porque quando um leonino quer alguma coisa, ele chega lá. Não desperdice seu poder no que se esvazia, use sua vontade concentrada na direção certa, daquilo que significa, que lhe realiza e preenche."